A Educafro reuniu no início de outubro uma nova classe de refugiados para a disciplina de português. As aulas acontecem na sede da ONG no Vale do Anhangabaú, em São Paulo (SP) de segunda à sexta, das 9h ao 12h.

A turma de refugiados auxiliados pelo trabalho da Educafro consta desde setembro com a iniciativa das aulas de português que têm sido ministradas por Antônio, professor e voluntário na ONG. A nova classe reúne refugiados de diversas nacionalidades e tem o foco principal na capacidade de conversação dos alunos, fator substancial para o desenvolvimento da vida no Brasil. Antônio é angolano e reconhece as limitações de seus alunos através do domínio de idiomas como o inglês, francês e as diversas faces do português.

A maior parte dos alunos vieram de países desestruturados como Nigéria e Haiti, fugindo de perseguições políticas e situações de miséria, trazendo consigo o peso de sua cultura e línguas nativas. Austin, aluno da nova turma, encontra-se no Brasil a 8 meses e já consegue desenvolver diálogos simples no novo idioma; ele relatou que uma das principais dificuldades é a diferenciação de gênero existente na língua portuguesa. Nigeriano, Austin tem como língua materna o inglês, cujo gênero é neutro nas orações. Blessing Dim, de 28 anos, está no Brasil há pouco mais de um mês e também faz parte do projeto. As aulas são uma forma dela encontrar emprego, pois mesmo com diploma em Economia e experiência na área, ela diz ter dificuldade de se desenvolver aqui.

As aulas trabalham amplamente a língua através de exercícios práticos e escritos e tem sido eficaz para os alunos iniciantes. A Educafro prevê a continuidade deste trabalho para o próximo ano e pretende uma ampliação no número de refugiados nas próximas turmas.

 

Jornalista responsável: Leticia Cavalcante

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