UNIVERSIDADES MOSTRAM A FRAGILIDADE PARA COMBATER FRAUDES NAS COTAS RACIAIS, FAZENDO COM QUE CRIEM COMISSÕES PARA AVALIAR AUTODECLARAÇÃO

Estudantes de algumas universidades federais se autodeclararam “negros” para aproveitar das disponibilizações de cotas raciais para ingressar no ensino superior, causando indignação e revolta de vários grupos de estudantes que lutam pelos direitos dos negros.

Os coletivos Negrada, no Espírito Santo, e NegreX, na Bahia, são grupos que brigam pelos diretos raciais  nas universidades federais, no qual divulgaram que receberam denuncias de possíveis fraudes, após os resultados dos processos seletivos da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a denuncia partiu dos candidatos que prestaram os vestibulares e o Sistema de Seleção Unificada (SISU), os estudantes pesquisaram nas redes sociais alguns participantes que se alegaram negros, mas viram que muitos eram brancos. Na UFES, o grupo Coletivo Negrada recebeu cerca de 40 denuncias, levaram apenas 28 a o Ministério Publico Federal (MPF), já na UFRB o grupo NegreX  levou para o MPF quatro denuncias no curso de medicina.

 

LEI DE COTAS

O ministério da educação criou as leis de cotas nº 12.711/2012, empregada em 29 agosto de 2012, de acordo com a lei “A mesma garante a reserva de 50 % das matriculas por curso e turno nas 59 universidades federais e 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia a alunos oriundos integralmente do ensino médio publico, em cursos regulares ou de educação de jovens e adultos. Os demais 50 % das vagas permanecem para ampla concorrência”. Também adota critérios raciais para a cota (pretos, partos e indígenas). Porem a lei não fiscaliza a autodeclaração, deixando os participantes com o atestado de se considerar pardos ou pretos. Com isso o Ministério do planejamento, desenvolvimento e gestão criou uma comissão para verificar a autenticidade da declaração do participante, agora quem se autodeclarar preto ou pardo passara por uma comissão que avaliara seus aspectos fenotípicos nos quais será obrigatório a presença física do candidato. Com o intuito de diminuir as fraudes nas universidades federais. Mais como nada é perfeito apenas algumas universidades criaram a comissão.

 

PALAVRA DO AUTOR

Sendo um estudante de ensino superior “pardo”, passei por processos seletivos de universidades federais e particulares, usei com orgulho as cotas raciais e digo com autoridade que as universidades estão dando chance ao publico negro e pardo, mas não é o bastante, por motivos como as fraudes que oprimem os direitos que “negros” lutam por décadas, mostram como o sistema é frágil e falho. Malcon X disse uma vez “ As pessoas não compreendem como a vida de um homem pode ser mudada por um único livro”. Então mostre para o mundo que um “negro” pode ir muito mais além do que eles esperam.

 

Jornalista responsável: Matheus Gimenez

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