A consumidora carioca Tâmara Isaac de 29 anos usou sua página na rede social para desabafar “Hoje, fui procurar umas blusinhas bacanas para comprar e entrei na loja da Maria Filó… Começo a olhar as roupas e me pergunto: Confere? É uma estampa de escravas entre palmeiras. É uma escrava com um filho nas costas servindo uma branca?” Após post de indignação da moça em sua rede social a estampa que segundo ela tinha uma imagem racista da grife gerou grande polêmica. Inclusive a atriz Tais Araújo também em seu perfil da rede social protestou e desabafou “A escravidão não pode virar ‘pop’, não pode ser vendida como uma peça de moda. A moda nos representa, nos posiciona, nos empodera, comunica quem somos. Não se pode fazer dela uma vitrine de uma história da qual devemos nos envergonhar”. Os internautas levantaram uma hashtag em protesto contra a estampa #MariaFiloRacista.

 

A RESPOSTA

O caso teve grande repercussão na internet o que obrigou a grife a se pronunciar, em nota Maria Filó se desculpa:

“Gostaríamos de fazer um esclarecimento, a estampa em questão buscou inspiração na obra de Debret. Em nenhum momento tivemos a intenção de ofender. Pedimos sinceras desculpas e informamos que já estamos tomando as devidas providências para que a estampa seja retirada das lojas”

Segundo nota postada pela grife a estampa da coleção Pindorama tem inspiração a obra do pintor Francês Jean-Baptiste Debret, porém a obra a qual Maria Filó se refere faz parte de “Negras no Rio de Janeiro” no início do século XIX, onde o pintor em viagem para o Rio retratou diversas imagens de escravas da época, a imagem em questão é uma em que aparecem duas mulheres negras uma é a comerciante com uma criança nas costas e um tabuleiro de frutas na cabeça que acomoda sua freguesa também de pele negra, ao contrário da estampa defendida por Maria Filó na qual aparece uma mulher negra servindo uma branca, totalmente diferente da obra citada de Debret.

 

OUTRA POLÊMICA ENVOLVENDO A MARCA

Essa não é a primeira vez que a marca gera polêmica, em setembro do ano passado Diogo Saddock consumidor e marido de uma vendedora de uma das lojas da marca em Ipanema no Rio de Janeiro relatou também em sua página do Facebook sobre um acontecimento ocorrido com sua esposa que na época estava grávida de oito meses. Dessa vez envolvendo o diretor da grife Alberto Osório segundo Diogo, sua esposa Mariana foi ofendida pelo diretor que em uma visita a loja na qual a moça trabalhava disse que “em breve vou mandar todas vocês mulheres embora e contratar somente gays porque eles não engravidam”.

A marca recebeu em sua página da rede social diversas acusações de misoginia e machismo referente as palavras do diretor e em defesa a vendedora. Misoginia, machismo e racismo, é assim que a marca feminina preza por suas consumidoras?

 

Jornalista responsável: Isabella Cristina